88 anos de luta

O Partido Comunista Português (PCP) foi fundado a 6 de Março de 1921. É o mais antigo partido português. Sobreviveu à implantação do fascismo em Portugal e foi a força política que dirigiu a resistência contra a ditadura. Os seus membros e dirigentes foram presos, torturados e assassinados. Mas a fidelidade aos ideais da liberdade, da democracia e da justiça social transformaram o PCP num grande partido político nacional lutando e sofrendo com os trabalhadores e o povo português. Ao longo do fascismo e da guerra colonial o PCP sempre afirmou que não pode ser livre um povo que oprime outros povos.

No VI Congresso realizado em 1965, o PCP proclamou a via do levantamento nacional antifascista que em 1974 veio pôr fim à ditadura, à guerra colonial, e tornou possível a realização de muitos dos objectivos da Revolução Democrática e Nacional. A Revolução do 25 de Abril libertou Portugal do poder político e económico da meia dúzia de famílias que dominavam e oprimiam o país, cada uma com o seu sector da indústria, o seu latifúndio, o seu banco, o seu jornal ou a sua roça em África.

O PCP é de facto o partido político a cuja história e acção se aplicam com propriedade as palavras iniciais da Constituição da República Portuguesa onde se afirma que “a 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista”.

A Revolução do 25 de Abril de 1974 restituiu aos portugueses o direito de se sair e entrar livremente no nosso país sem necessidade de atravessar as fronteiras a salto como acontecia nos tempos do fascismo. Os direitos fundamentais das comunidades ao ensino do português e à protecção jurídica do Estado foram inscritos na nossa Constituição (artigos 14° e 74°).

Nos últimos 33 anos, o povo e os trabalhadores portugueses têm vindo a ser vítimas da destruição dos direitos e das conquistas da Revolução de Abril. A burguesia monopolista regressou de novo ao poder pela mão dos partidos governamentais. Hoje, as dez famílias mais ricas de Portugal possuem novamente fortunas equivalentes ao rendimento anual de um milhão e quatrocentos mil trabalhadores.

Fiel ao seu dever de classe, o PCP luta contra a destruição dos direitos sociais e laborais, contra reformas de miséria após uma longa vida de trabalho, contra dois tipos de medicina, uma para ricos e outra para pobres, contra a delapidação dos bens e meios financeiros do Estado em prol de um punhado de capitalistas que exploram os trabalhadores e recebem milhões e milhões dos governos enquanto a miséria e o desemprego alastram.

A influência real e social do PCP, o seu papel histórico na luta do povo português são muito superiores à sua expressão eleitoral. Bastava que por um curto espaço de tempo a comunicação social em Portugal permitisse o conhecimento da verdade sobre o PCP e a sua acção, para que o quadro eleitoral no nosso país se modificasse radicalmente em favor dos trabalhadores. 

O PCP é um partido diferente. É um Partido que se guia por ideais de justiça. Aderir e apoiar o PCP é garantir a defesa de um Portugal mais livre, mais justo e mais democrático. 

 

 

Rui Paz

 

(publicado no Portugal Post de Março de 2009)

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por Blogue da Emigração Publicado em Geral

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