CDU presta contas – Intervenção de Jorge Machado

20090728_presta_contasar2Camaradas e amigos
Estamos hoje a fazer aquilo que consideramos normal em democracia: a prestação de contas do trabalho realizado pela CDU, ao longo destes últimos quatro anos, no que diz respeito à emigração.
Não obstante não termos nenhum deputado eleito pela emigração, a CDU desenvolveu um trabalho intenso e intimamente ligado aos emigrantes e seus problemas.
A CDU esteve na primeira linha na denúncia da política deste Governo PS que, seguindo as pisadas do PSD, atacou o ensino do Português no estrangeiro, não dando condições e com sucessivos atrasos na colocação de professores; atacou a rede consular, encerrou consulados afastando-a dos emigrantes não obstante o aumento dos fluxos migratórios; atacou o porte pago, que é fundamental para fazer chegar aos emigrantes a comunicação social e, entre outras medidas, acabou com a conta poupança emigrante.

Assim PS e PSD não têm uma política para a emigração, têm sim uma política contra os emigrantes.
Face a este forte ataque do Governo PS às justas e legítimas aspirações dos emigrantes, a CDU apresentou mais de 70 requerimentos e perguntas sobre os problemas dos trabalhadores do ensino, da rede consular e, entre muitos outros assuntos, alertando para a necessidade de apoios sociais para os Portugueses que vivem em condições dramáticas, do ponto de vista social, no estrangeiro.
Mas a CDU é também alternativa. Demonstrámos, através de propostas concretas, que é possível uma política diferente para a emigração.
No orçamento de Estado propusemos verbas para a expansão e qualificação do ensino da língua e cultura Portuguesa. Propusemos um reforço das verbas para o Conselho das Comunidades Portuguesas e, entre outras propostas, propusemos o recenseamento da população Portuguesa residente no estrangeiro e o reforço do seu recenseamento eleitoral.  
Apresentámos 8 projectos de Lei e 5 projectos de resolução sobre e para os emigrantes, em questões como o ensino do Português no estrangeiro, que repõe o porte pago a 100%, sobre os trabalhadores do Instituto Camões, para reforçar o movimento associativo, reforço da rede consular que vá de encontro com os emigrantes e, entre outros, um projecto que visa a criação de um fundo de apoio social.
Provámos que trabalhámos, que há alternativa e que ela é possível, pelo que é necessário eleger um deputado da CDU pelo círculo da emigração para que os emigrantes estejam ainda mais representados na Assembleia da República.
Vamos ao Trabalho .

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