Nove portugueses escravizados em quintas espanholas

Rede de sequestradores foi identificada pela PJ, mas estão todos em Espanha e ainda ninguém foi detido. Nove portugueses foram vítimas:

Aliciados por salários atractivos, são levados para Espanha para trabalharem nos campos agrícolas. Do lado de lá da fronteira começa o tormento. Os angariadores ficam com o dinheiro pago pelos empregadores, prendem as vítimas, retiram-lhes a documentação e impedem-nos de fugir. Uma destas redes acabou desmantelada pela PJ da Guarda, mas nenhum dos sete sequestrados será, a breve prazo, presente à justiça portuguesa. O líder da rede está preso em Espanha, à ordem de outro processo, e os outros elementos da rede estão apenas identificados.

“No conjunto são nove vítimas que foram aliciadas a trabalhar em Espanha. Quando começaram a trabalhar, em jornadas de mais de 15 horas, ficaram sem documentos, dinheiro e no final do dia eram fechados e alguns acorrentados”, disse a fonte da PJ. Um destes trabalhadores conseguiu fugir das “agressões permanentes e contou o sucedido, que deu origem à investigação”, adiantou a fonte.

Este homem queixou-se de ter sido transportado por outro português para Espanha, onde “era obrigado a fazer trabalhos agrícolas numa quinta da região de Castilla y Leon”, adiantou a PJ em comunicado. Em Espanha, o homem “trabalhou de sol a sol, em condições degradantes, sem qualquer remuneração e chegou a estar acorrentado”. Do relato deste trabalhador constam ainda agressões de que terão sido vítimas “nove trabalhadores, todos de origem portuguesa e angariados para trabalhar em Espanha”.

A PJ adiantou que o inquérito “investigou crimes de sequestro, tráfico de pessoas e escravidão que permitiu identificar os presumíveis autores dos crimes”. Dos sete suspeitos, “indivíduos de etnia cigana, três têm nacionalidade portuguesa e pertencem à mesma família que reside em Espanha. O cabecilha da rede “está a cumprir pena de prisão por outros crimes”, contou a fonte. Sob estes indivíduos foram emitidos mandados de detenção para que possam ser presentes à Justiça.

No DN
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Um comentário a “Nove portugueses escravizados em quintas espanholas

  1. Não me admira que estas aberrantes injustiças passem, quando o governo só pensa em fechar consulados que são os únicos organismos que podem fiscalizar de perto estas situações. Era interessante que a PJ fiscalizasse também em que sitação trabalham os funcionários dos Consulados honorários e obrigar os respectivos cônsules titulares a que cumpram a legislação laboral.
    Apresentada denúncia à Secretaria de Estado da Emigração, nada é feito já que colaboram nesta situação. Há funcionários a trabalhar há mais de 25 anos em Consulados honorários sem segurança social e sem lhes ser pago os subsídios de férias ou de Natal e com o vencimento que os titulares deste postos estipulam a seu belo prazer e sem serem actualizados há mais de 10 anos, incumprindo as Leis de trabalho.
    Denunciem por favor

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