a poesia

 

donde se busca  rebusca

tal vertente  de escrever 

os dias

porque escrevo de pincelada  as multicores do instante

muitas páginas  o exacto de uma linha

e  outras vezes  tantas

não sei do início

ou se o sei

logo

me perco

(s)em reencontro.

donde jorra

essa instável maresia 

sal dos dias

a poesia.

(a poesia)

feita a saber a mar

onda 

de empurrar as horas 

em vida

força 

de alegria furtiva 

talvez

mas

nesse então 

poderosa 

plena 

global

 

Filipe Chinita

 

 

Outras obras:

Gente povo todo o dia

 

Cantata pranto e louvor

 

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7 comentários a “a poesia

  1. Fria horas cada tenebroso vista da beleza do nosso mundo,
    mas ele não mudou.
    Na hora de alegria para um conto de fadas do nosso mundo,
    mas ele não mudou.
    Através da experiência do passado histórias que o nosso mundo,
    mas ele não mudou.
    Mas o nosso mundo será um dia para mudar para sempre
    é tempo de todos nós expirado.

  2. Gostei de ler este texto. Vê-se que sabe brincar com as palavras. Parabéns. (Por curiosidade : tem algum parentesco com a Ivone Chinita?). Um abraço. Antonio Barbosa Topa

  3. O Poeta Filipe Chinita possui na escrita o dom da exultante lírica, que sempre engrandece os sentimentos de quem lê.O gesto da sequencialidade das palavras é quase sempre o do semeador que lança em cada verso os instantes furtivos que está provado são os da imortalidade.Às vezes há dor, mas as horas apagam o tempo e a alegria anuncia os dias e as madrugadas espreitam o sol universal.A Poesia é uma moral. E nisso eu creio. FDC (investigadora independente – n.1945)

  4. Não posso dissociar o poema do homem filipe que conheço, e, portanto, vejo neste modo de dizer e sentir este homem – o poeta – de corpo inteiro, mas também vejo neste poema um pouco ou muito do que todos nós somos, que pelos pensamentos e sentimentos,ora não sabemos se estamos no incicio se no fim, e também não estamos certos se nos vamos reencontrar, mas certo, certo sabemos que o sem reencontro vamos continuar, e se neste continuar por entre maresias, encontrarmos uma forte onda de convicções, pensamentos, ideais estéticos ou outros, no fim faremos com a vida um belo poema.

    Claro isto sou eu a pensar sobre um poema do filipe, mas só ele saberá exactamente o que lá está inscrito.

    Todavia para além do conteúdo a forma como ele apresenta o poema intriga-me, um pouco, embora me seja bastante agradável, porque é uma forma que faz do poema um corpo esguio,elegante, gótico, talvez sensual e, isto agrada-me, mas deixa-me perante a minha interrogação porque apresenta ele assim os seus poemas? Também nunca lhe perguntei.
    abraço
    andrade da silva

    • Belo,realista,oportuno,claro de palavras transformadas em poemas moldados, como se de um corpo de mulher se tratasse. O Filipe de sempre!!
      “Labirinto de confusões claras”
      beijo
      ana isabel

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