A síntese

a
síntese

queria
que a(s) agarrasses
tu mesma

pois que sendo duas
são uma
só.

lenta e infatigavelmente
(muitos sem quase darem por isso)
os homens erguem os primórdios
de um novo mundo
outras casas
e
homens

uma outra forma
de vida a
viver

ser
e estar

(a vida
em) losangos
multicolores.

a
alegria
como caldeiros d’água
em pirâmide
de cimento
a fazer.

a
revolução

súmula
da
qualidade
humana

riqueza
rio
das
gentes

milhões

mundo

Filipe Chinita

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6 comentários a “A síntese

  1. Felicito o Filipe Chinita pelas várias frentes que atribui à Poesia : a da palavra poética constantemente desviada para a metáfora ora revolucionária ora de paixões.Seria demorado explicar em antítese, por isso que a sua poesia siga como as extensas terras Alentejanas, onde tudo é calmo e manso, onde o horizonte não tem limites, mas onde o terror pode existir.
    Fernanda Damas Cabral(1945) Investigadora independente

  2. pois filipe para mudarmos Portugal seria preciso que 2.5 milhões de indeferentes, entre os 5 milhões, fossem e se galvanizassem por um ideal de justiça social, alegria e paz e sempre com Liberdade.
    Mas caro Filipe por ora isto é mera poesia, que talvez não antecipe o que aí vem, porque o que aí vem pode correr ao invés do que o poeta cnta e sonha.

    Abraço
    andrade da silva

  3. Pela minha parte, gostaria imenso que a poesia motivasse as pessoas para a transformacao do mundo, como Ary tao poderosamente o fazia e felizmente continua a fazer… mas para lá do seu valor, a poesia, como tudo na vida, tem os seus limites, mesmo a grande poesia, a poesia muito inspirada e a que transmite grandes valores (Marx gostava de Heine), muita cultura e muito conhecimento dos homens e do mundo. Se calhar e infelizmente, no Alentejo nem tudo é calmo e manso a comec,ar pela exploracao, nunca os latifundiários possuíram tanta terra como agora, nem tanto subsídio, muitos milhares de hectares e belas contas bancárias, o povo tem de emigrar ou vegeta com misérias de reformas e reformas de miséria, o país produz pouco e importa 60 ou 70% do que se come, os jovens têm pouco futuro e só alguns, e digo etc porque nao me ocorre neste momento nenhuma metáfora que valha a pena (metaforikés-que em grego moderno é só praticamente camionagem, transportes e… logística, como agora soem dizer). A revolucao pode ser a síntese de muita coisa, mas enquanto surge e nao surge tal conjugacao, a luta continua com alguns, poderiam ser muitos mais e deverao ser muitos mais, enfim, cá andamos em movimento, entre a tese e a antítese à procura de um novo dia.

  4. Olá a todos, falta-me o tempo para dizer qualquer coisa de mais profundo sobre a poesia.
    No entanto subscrevo inteiramente o texto do camarada Caetano Rosa acima publicado.
    A poesia e a prosa são armas de dois gumes, que devem ser utilizados em democracia com toda a clareza…

    Um abraço fraterno para todos…

    Sid

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