ESTE GRANDE PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS

 

Comemoramos – por todo o País e em iniciativas diversificadas – mais um aniversário do Partido, ao mesmo tempo que o colectivo partidário leva por diante o conjunto de medidas e orientações «Avante! Por um PCP mais forte», e intervém activamente – também por todo o País e também em iniciativas diversificadas – no sentido do desenvolvimento e intensificação da luta contra a política de direita e por uma política de esquerda.
O que quer dizer que relembramos o longínquo dia 6 de Março de 1921, e todo o tempo que se lhe seguiu até hoje, sem quaisquer saudosismos, antes pelo contrário, com os pés bem assentes na realidade actual e procurando colher da experiência do Partido ao longo da sua vida os ensinamentos indispensáveis para a intervenção partidária no tempo que vivemos.
Muitas são as razões para que os militantes comunistas olhem, com orgulho, a história do seu Partido, desde a sua fundação até aos dias de hoje, passando pela negra noite fascista e pelo tempo luminoso de Abril.
Trata-se, com efeito, de uma história singular no panorama partidário nacional.
Único partido a rejeitar o decreto fascista de auto-dissolução e a optar inequivocamente pela resistência à ditadura – e único a colocar como seu objectivo maior a construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados, a sociedade socialista – o PCP afirmou-se desde logo como um partido de novo tipo. E as consequências de tal opção foram imediatas: sobre os comunistas recaiu o peso essencial da repressão e do ódio fascistas. E assim seria durante quase meio século.

Desse tempo emergem, como momentos absolutamente cruciais na história do PCP: o processo no decorrer do qual, na década de 40, ele se transformou no grande partido da resistência e da unidade antifascista e num grande partido revolucionário; e, vinte anos depois, todo o intenso e profundo debate político e ideológico que conduziria à elaboração e aprovação do Programa para a Revolução Democrática e Nacional.
A Reorganização de 40/41 e, na sequência desta, a realização dos III e IV congressos, em 1943 e 1946, constituíram acontecimentos decisivos na vida do PCP, protagonizados por um notável núcleo de revolucionários, homens e mulheres que dedicaram inteiramente as suas capacidades e as suas vidas ao Partido.
Foi o tempo da construção da identidade do Partido e da definição do trabalho colectivo como seu princípio fundamental e condição indispensável para o seu funcionamento democrático.
Foi o tempo do qual nasceria o «partido leninista construído com a experiência própria», como escreveu aquele que foi o mais relevante obreiro da notável construção colectiva que é o PCP: o camarada Álvaro Cunhal.
E o histórico VI Congresso, realizado em 1965, surgido na sequência de decisivos acertos e correcções ao funcionamento, à actividade e às orientações do Partido, foi o momento da grande arrancada Rumo à Vitória que viria a ser conquistada em 25 de Abril de 1974.

Comemorar o aniversário do PCP é igualmente assinalar o papel por ele desempenhado no período que se sucedeu ao dia da libertação:
a Revolução de Abril – que, com as suas profundas transformações, mudou positiva e radicalmente o País.
Assinalamos este ano o 35º aniversário dos primeiros passos no avanço das conquistas da Revolução por efeito da acção impetuosa do movimento operário e popular: a Reforma Agrária, as Nacionalizações, o Controlo Operário e todo um vasto e significativo conjunto de conquistas que a Constituição de Abril acolheria, assim consagrando a democracia mais avançada alguma vez existente em Portugal.
Assinalamos, também, a contra-revolução institucional, iniciada e encabeçada pelo primeiro Governo PS/Mário Soares e prosseguida por todos os governos seguintes (PS/PSD/CDS), através de uma ofensiva caracterizada pelo recurso ao vale-tudo raivoso na destruição das conquistas de Abril; pela ilegalidade assumida de forma ostensiva; pelo ataque brutal aos direitos e aos interesses dos trabalhadores, do povo e do País; pela entrega da independência e da soberania nacional ao grande capital nacional e internacional; pela repressão, com frequência trazendo à memória o tempo repressivo e opressivo do fascismo.
E é ainda comemorando o aniversário do PCP que sublinhamos o papel do Partido na luta por Abril, enfrentando a contra-revolução, procurando mobilizar as massas para a luta, resistindo.

Luta complexa, difícil, desgastante, que já leva mais de três décadas, mas que a situação actual exige que se intensifique e amplie.
Como com frequência o PCP tem sublinhado, são muitos os obstáculos que se opõem ao desenvolvimento da luta dos trabalhadores. Paralelamente a uma poderosa ofensiva ideológica visando espalhar o desânimo, a resignação, a aceitação passiva dos malefícios da política de direita, o grande capital acentua a repressão e a violação dos direitos democráticos no interior das empresas, ali criando, em afrontamento da Lei Fundamental do País, uma situação concreta de ameaças, chantagens, represálias.
E, apesar disso – e esse é, nessa matéria, porventura o traço característico essencial da situação – a luta continua. E dá sinais de que se vai ampliar, de que vai crescer.
Sabido que um PCP mais forte é condição indispensável para a intensificação da luta de massas, forçoso se torna que o colectivo partidário comunista prossiga com crescente empenho a campanha de reforço do Partido em curso – com a certeza de que esse acrescido empenho e o êxito da campanha constitui a melhor de todas as prendas de aniversário.

In “Avante!”

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