Canção

.
até
que a morte
me leve
lutarei

lutarei
por tudo aquilo
em que
acredito

até
que a morte
me leve
viverei

.
vivendo

que
coisa outra
me resta
senão
lutar

que
outra coisa
nos resta
senão
viver

viver
único meio
de poder(mos)
lutar

lutar
única forma
de estar(mos)
vivo(s)

viver
lutando!

vivamos
então!

lutemos
pois!

até
ao
fim!

sejamos
dignos
da nossa condição
de
humanos

 

Filipe Chinita – 2010

 

Outras obras:

Gente povo todo o dia

 

Cantata pranto e louvor

 

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15 comentários a “Canção

  1. este pequeno texto considerem-no um poema em construção que podeis modificar e acrescentar a vosso belo prazer. talvez daqui possa surgir um outro texto, melhor e mais colectivo.
    abraço a todos os que me tem dirigido boas palavras através deste espaço de encontro. mas podeis também fazer criticas, sugestões que melhorem os poemas, acrescentando até propostas de modificação aos mesmos, que terei ou não em conta. abraço. sempre obrigado a este nosso blog e a todos os que o procuram.

  2. Olá amigo e camarada lutador, estou plenamente de acordo com o teu texto, porque é fácil de compreender por toda agente. Tem pouco vocabulário,grande poder sintese, e bastante eficaz, bravo chamen-lhe o que quizerem, poema ou texto pouco importa, o mais importante é a mensagem, e esta está lá, com todo o seu explendor!
    Mais uma vez obrigado pela sabedoria em atingir tanta tanta gente tão fácilmente!Parece fácil, com a história do ovo de Colombo…

    Um grande abraço, e até sempre…

    Sid

  3. Lembra-me o quanto a vida é frágil e efémera. O quanto é nobre o percurso de quem a atravessa
    lutando por um mundo melhor. Obrigada por esta canção/poema

  4. Ao/acontecer. daremos um passo atrás
    Fim!Será o deles,ao fazer-se a revolução

    Sejamos/sindicalizados, unidos e organizados
    Dignos/de ser-mos membros do partido
    Da nossa condição/ de bem humilhados
    De/facto ter opção, só faz sentido
    Humanos/sim, pelos direitos roubados!!!

    Sid

  5. camaradas escrevi o texto na integra e só aparece a parte que não entrou no primeiro texto! Não sei se é possível recuperá-lo?

    Sid

  6. Até/que venha o novo dia
    Que a morte/me escolha
    Me leve/de forma tardia
    Lutarei/sempre contra a rolha!

    Lutarei/pelo que considero justo
    Por tudo aquilo/que faz falta
    Em que/nos provoca o susto
    Acredito/que derrotaremos esta malta!

    Até/que o movimento seja enorme
    Que a morte/ não nos meta medo
    Me leve/para acabar com a fome
    Viverei/que não me toquem com um dedo!

  7. Vivendo/daremos sentido à vida
    Que a malta/não desmoreça no lutar
    Coisa/muito importante e querida
    Me resta/a vida, a luta e trabalhar
    Senão/ficaremos de forma estarrecida
    Lutar/é a forma de viver e protestar!

    Que/nunca nos falte a coragem
    Outra Coisa/não seria de esperrar
    Me resta/ a luta para acabar com a voragem
    Senão/ainda acabarão por nos escravizar
    Viver/lutar e não admitir esta voragem!

  8. Viver/sim, mas com dignidade
    único meio/de fazer sentir a esta canalha
    De poder-mos/dignificar esta sociedade
    Lutar/com amor, pelo social de quem trabalha!

    Lutar/porque não nos resta outra opção
    Única forma/de justificar a existência
    De estar-mos/bem com a nossa multidão
    Vivos/humilhados, exaustos mas, com inteligência
    Viver/travando sempre a exploração
    Lutando/com cabeça e sem demência!

  9. Vivamos/de cabeça levantada
    Então/que esta luta vá até ao fim
    Lutemos/unidos, com clareza, estruturados
    Pois!Que venha o dia, que deixe de ser assim!

    Até/ que nos falte a imaginação
    Ao/acontecer daremos um passo atrás
    Fim!/Será o deles, em caso de revoluçâo!

  10. A vida é luta para os revolucionários e a luta é entao vida com mais vida, porque com mais sentido. Uma vida revolucionária sao mil lutas, pequenas e grandes, com derrotas e vitórias, mas sem perder o rumo, sempre, na senda das causas justas para um mundo melhor para todos, combatendo o bom combate, até à vitória..

  11. O poema/canção de Filipe Chinita é tão promordial quanto o texto que vem colocado no final e que é uma autêntica abertura e não é necessário referir o porquê, basta ver o efeito de “construção” que permitiu, como se o conhecimento de um poema/canção levasse ao conhecimento próprio seu do poeta e seu do leitor.FDC

  12. E desta poesia pura,verdadeira,que pode abrir coraçoes, dar novo elenco ao comportamento humano
    dando um novo sentido à vida que muitos nos querem roubar mas a força da razao acabara um dia por vencer.
    J.R.

  13. se eu fosse músico faria uma música para esta canção/poema
    se fosse cantora, a cantaria
    dela se faria uma peça de teatro
    mas como sou apenas eu
    leio releio,divulgo te onde não chegas
    “as palavras são uma arma”
    tão presentes tão necessárias.
    Obrigada pelo legado que nos vais deixando
    pela verdade e força que emanam.
    abraço
    ana isabel

  14. fiquei enternecida, quando nos dás o teu poema e nos dizes.”podeis modificar ou acrescentar a vosso prazer ,talvez daqui possa surgir um outro texto, melhor e mais colectivo.”
    canção/poema
    a tua poesia entra no coração como um afago de um (abraço)
    obrigado pela partilha dos teus poemas!
    beijinho
    ester cid

  15. Pingback: Canção « chinita, as nossas palavras

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