Portugal sobe no ranking FIFA

Desce o rating para Portugal!!

Parece uma novidade, sobretudo para quem não escuta os inúmeros alertas que constantemente tem vindo a oferecer o PCP (e hoje também, aqui), sublinhando que, a destruição do nosso aparelho productivo; a crescente dependência económica de capitais transnacionais; a subjugação aos desígnios de seis ou sete países da sucursal do imperialismo (UE) que nos coloca como uma Califórnia Europeia; o excessivo endividamento do estado e da população; a falta de investimento público; a privatização das poucas empresas públicas que nos restam, só pode derivar num país sem independência e subjugado à opinião destas agências que mais não são que pivôts daqueles que pretendem dirigir global e uniformemente, a vida dos povos.

Numa clara estratégia de condicionamento (basta lêr o texto deste pseudo-formador de opinião desse tentáculo da contra-revolução), tendo começado na Grécia e sem que saibâmos onde estribará –ainda que não será difícil adivinhar que países estarão eximidos destas exigências-, constituindo o PEC uma aproximação ou apenas a preparação da consciência dos Portugueses para o aprofundar do espólio aos direitos conquistados em Abril e contidos na exemplar Constituição de aí resultante e que neste se apreciam, vemos agora como a Portugal, e aos Portugueses, se lhes exigem maiores sacrifícios que aqueles insustentáveis formulados pelo governo PS e apoiados pelo resto do elenco de uma obra que, qual novela fora da caixa, nos tem vindo a entreter durante os 34 últimos anos.

Assim, dos auspícios que interpretam aqueles que se negam a acreditar nesta patranha e que durante tantos anos se têm podido escutar, poderiamos haver inferido que o resultado das políticas aplicadas em Portugal só teria como corolário uma nova, ainda que só na forma, realidade: o bloco central.
O bloco central não será o estado novo, como não o foi com anterioridade, mas, a repressão não necessitará inflamar os nós dos dedos para no cominar onde nos abriguemos. Contudo, devassa, a gula de uns poucos, persevará no intento de nos amordaçar até ao sonho.

Legitimando, suave, dócilmente, a falta de argumentos reais que nunca tiveram para defenderem posições análogas, o PS, o PSD, o CDS e, não seria de estranhar, o BE, adoptarão um pacto que, mais que de estabilidade e patriótico, não passará do franquear efectivo da vontade daqueles que pensam exercer a democracia quando acodem às urnas para utilizar o voto como garante da sua emancipação.

Da mesma forma que na Grécia, como que apostando na consecução de um azimute há muito traçado, já com a participação especial de algumas “estrelas” sem convite mas que são actores da productora, a União Europeia teceu algumas considerações que, mais que reiterar o PEC, vêm no sentido de potenciar a exploração selvagem dos trabalhadores, minimizando-o, e, tudo isto, sem esquecer as alterações aprovadas durante o passado ano relativas ao abaratamento do valor do trabalho.

Porém, estamos em Abril, um mês que, àparte de nos alertar para a mentira, permite à memória estabelecer um paralelismo entre 2010 e 1974 e, ainda que por vezes, qual arquivo corrupto (influências da realidade), nos dêmos conta que a mente tende a ceder para 73, 72, com apenas a constatação de que existe uma força enorme, crescente, que não conluie com este refugo, podemos acreditar que mudar continua nas nossas mãos.

Será necessário, não obstante, coragem. Coragem, para assumir o resultado das nossas decisões, e essa não vence só dentro de cada um, não vence sem falarmos, não vence sem solidariedade, vence no assumir da igualdade de classe.

Finalmente, concluindo, e como para exemplo vale um botão, uma espécie de declaração de intenções, um pensamento ao qual um camarada encontrou a forma e que considero necessário incorporar a cada passo:

“Oi”

gostava
de possuir a capacidade dos poetas

que sintetizam
num verso
um compêndio de elementos
denunciando
(assim)
o que muitos chamam
(de)
vida

mas que não passa afinal
de uma mentira
aceite

devido(a) ao medo
de nos (auto) conhecermos
(a nós próprios)

.
a mentira
a que me refiro
é
essa

(que)
advém da frustração

de vegetar(mos)

num cercado alugado
pelo preço
da
existência

a nossa

e a
de quem espelha
os nossos
passos

de quem deslegitima
o medo
daqueles que não
se
negam

.
somos

ao
afirmar-mo-nos

impúberes
perenes

irascíveis
no pátio desta engrenagem
que decide (pretende decidir)
se caminha(re)mos
solitários
ou
amados
livres
ou
vencidos?!

o
cada um
sabe de si
e deus
sabe de todos

será!?

o
aproveitemos
(en)quanto pudermos
que a vida
são dois dias

e isso leva-nos a algum lado?!

somos
seremos (porventura)
um (mero)
número?!

não o acreditamos

(e) por isso
(de) contra isso
lutamos

e
lutaremos!

.
como
gentes

que
inteiras

se
procuram

em cada
gesto

cada
acto

cada
nova
acção

——————-

Mário Pinto
BDE

Anúncios
por Blogue da Emigração Publicado em Sem categoria

Um comentário a “Portugal sobe no ranking FIFA

  1. Afirmarmo-nos conscientes dos perigos da hora e tentar lutar com o maior número, organizadamente, é o que devemos fazer, porque o que aí já está e o que ameaça vir é terrível, é o imperialismo a querer escravizar grandes segmentos da humanidade, impunemente e de forma definitiva…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s