FORÇA DE BRAÇOS

.
força
de
braços
corda
movimento
cadência
colectiva

serenos
e pujantes
os
combatentes
mais
límpidos
da
verdade

da justa
harmonia
de gestos
e
palavras

as
mãos abertas
os
olhos frontais
de com os outros
falarmos

a
sabedoria
de ensinar
ouvir

na
firmeza
de tecer
futuro
a verdade
a vir
acima

.
a
sonora
gargalhada
que estala
o medo

e abre

as
cristalinas
águas

o
rio
viagem

a
caminhada
vitoriosa

a
manhã
clara

.
Portugal
do fim
do
fascismo

revolução
de
quebrar
grilhetas
panos
em
mordaça

.
Portugal
do reinado
de Abril

janelas
de
vento
a
entrar

.
Portugal
da grande
casa
do
socialismo

bandeiras
mil
a
flamejar

.

Filipe Chinita

 

Outras obras:

Gente povo todo o dia

Cantata pranto e louvor

 

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por Blogue da Emigração Publicado em Sem categoria Com as etiquetas

3 comentários a “FORÇA DE BRAÇOS

  1. Viva Portugal para sempre no que tem de Abril, viva esse povo que por entre tanta adversidade constrói no dia-a-dia a alegria de viver. Ninguém está acima do povo por mais prendado que seja, vimos todos da barriga da mae, vimos todos do povo, por mais falácias e sofismas que inventem. Escrevia o camarada António Iria Revez há pouco um belo texto cuja leitura aconselho sobre O Paradoxo do Mentiroso atribuído ao filósofo e poeta grego Epiménides (In: Alentejo Popular, No.343, 29.04.2010, p.8-9). Ora, apesar de todos os truques, silenciamento e repressao, a verdade é como o azeite e virá ao de cima, ainda que por entre mil e uma dificuldades, obstáculos, estrangulamentos, falsidades, perversoes e repeticoes da mentira…Quando temos a verdade do nosso lado, a nossa luta tem todo o sentido e será sempre forte, por muito parcas que fossem as nossas forc,as. Viva o 1. de Maio, vivam os trabalhadores portugueses e do mundo inteiro!

  2. Uma saudação comunista para todos os camaradas e amigos, que contribuem de multiplas formas, para uma vida melhor, neste planeta liderado por pessoas medíocres e sem escrupulos, e que nos infernizam a vida até aos limites do intolerável!
    Mais um poema de extrordinária beleza do nosso camarada Chinita, bem hajas!!!Não resisti e de novo dei a minha modesta contribuição , para o tornar mais fácil na compreensão, penso eu ? Talvez me engane? Se for o caso que me desculpem! Quero aproveitar para subescrever inteiramente o magnífico texto do nosso amigo e camarada Caetano Rosa. Obrigado aos dois, e um abraço fraterno para todos… Sid

  3. deixa-me pegar no teu poema “força de braços” e prestar tributo a meu PAI. Meu Pai que partiu na manhã
    do dia 25 de Abril.Meu pai que lutou e sofreu para que este dia chegasse e nos deixou cansado de lutar pela vida que repentinamente teimou em findar.
    Meu Pai que ia a pé 20 km para com a sua “força de braços” e um marrão partia a pedra nas pedreiras e voltava a pé cansado .Almoço? um gaspacho que só levava água fria azeite alho pão e vinagre.
    Meu pai que ainda buscava forças na revolta e no acreditar no partido para voltar a caminhar fugindo à pide para distribuir os jornais do partido. Meu pai que pedia trabalho e era ameaçado com a cadeia.
    Quanta revolta ,pai. tanto sofrimento e a doença da mãe (9 meses e mais quantos?)gastaram o teu já gasto coração. Obrigada por tudo meu Pai.
    Ficaste para sempre ligado ao 25 de Abril,por tudo o que fizeste e na dor de teres partido neste dia.
    Obrigada Filipe por este poema .Que me desculpem o desabafo.
    abraço

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