Propostas da Alemanha e da Comissão Europeia são inaceitáveis para Portugal

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Na sequência da declaração franco-alemã após o encontro entre a Alemanha, a França e a Rússia e das declarações de vários responsáveis de instituições da União Europeia o PCP considera o seguinte:

Trata-se de uma inaceitável afirmação de força da Alemanha, com o apoio da França, na “condução” da União Europeia, procurando impor o seu directório contra a soberania dos povos e contra os Estados-Membros de economias mais frágeis e em situações económicas e sociais mais difíceis. Pretendem desta forma branquear responsabilidades próprias no saque que tem sido efectuado a países como Portugal e passar, uma vez mais, a factura aos trabalhadores e aos povos, agravando ainda mais a actual situação.

A decisão de avançar com o “reforço do governo económico europeu”, com o agravamento de sanções no âmbito do Pacto de Estabilidade e a possibilidade da revisão do Tratado de Lisboa visando a criação de um “mecanismo permanente e robusto” com a participação da banca privada, abrem caminho a uma ainda maior dependência, pressão e chantagem do capital especulativo sobre os países da periferia, já hoje alvo de pressões intoleráveis.

A eventual alteração dos tratados, para dar guarida a estas e outras propostas de esmagamento dos direitos e da soberania dos povos, a par com a intenção da Comissão Europeia de impor um “IVA europeu separado” evidenciam, uma vez mais, o objectivo de, aprofundando o carácter neoliberal e federalista da UE, consolidar o domínio dos grupos económicos e o “directório” das potências europeias na UE, e configuram a tentativa de um salto qualitativo na integração capitalista, uma ameaça acrescida contra a independência e soberania nacionais e um novo ataque à democracia.

As linhas políticas que os governos alemão e francês apontam – acolhidas e defendidas pelo Conselho e pela Comissão – no seguimento de um longo percurso com a união económica e monetária, o euro, o Pacto de Estabilidade e a política de concorrência, vértices da dita governação económica e alguns dos maiores dogmas da “construção europeia”, revelam a persistência no objectivo de maior concentração do capital, para a formação de monopólios e que são desastrosos para quem trabalha e vive dos rendimentos do trabalho, das pensões de miséria, e para a situação económica de países como Portugal.

Face a estas intenções, que a concretizarem-se significariam novas ameaças à soberania nacional, um novo factor de agravamento da dependência externa, o agravamento do desemprego e a regressão das condições de vida do povo português, o PCP denuncia o inadmissível silêncio do Governo português face a estas declarações e a cumplicidade activa com este rumo de desastre que está a ser imposto ao nosso país e que está expresso no conjunto de medidas tomadas nos PEC’s e na proposta de Orçamento de Estado que o PS se prepara para aprovar com o apoio do PSD.

É cada vez mais uma evidência que a crise do capitalismo é também a crise da União Europeia e dos seus fundamentos. Uma crise que é uma derrota dos governos alemão e francês e de todos quantos, em Portugal e na Europa, defendem e executam o actual modelo de integração europeia. Essa é a maior evidência que ressalta das intenções e propostas agora anunciadas. O seu conteúdo revela arrogância e agressividade, mas revela sobretudo o avolumar das insanáveis contradições inerentes à natureza de classe do actual projecto da União Europeia.

O PCP confia que os trabalhadores e os povos saberão dar a resposta necessária e intensificarão – como já o estão a fazer – a luta pelos seus direitos e por uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos. Em Portugal essa resposta será elevada na Greve Geral de 24 de Novembro, resistindo e lutando contra as ditas políticas de austeridade, na defesa dos seus direitos e conquistas sociais, afirmando a soberania nacional como uma alavanca determinante para o progresso do nosso futuro colectivo.

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por Blogue da Emigração Publicado em Sem categoria

5 comentários a “Propostas da Alemanha e da Comissão Europeia são inaceitáveis para Portugal

  1. DIA 24 DE NOVEMBRO! ESPERO QUE A LUTA DOS TRABALHADORES NUMA UNIDADE EFICAZ TENHA A POTÊNCIA DE REERGUER PORTUGAL, NUM NÃO ENÉRGICO AO RETORNO A UMA ÉPOCA DE HORROR E SOFRIMENTO, EM QUE A FALSA MORAL PREVALECIA, NUMA HIPOCRISIA QUE TORNAMOS A OBSERVAR DE NOVO NAS CARAS SEM VERGONHA DOS PODEROSOS QUE NOS ESPOLIAM E DESTROEM O PORTUGAL DE ABRIL QUE TANTO AMAMOS! SERIA UMA VITÓRIA ^PARA O POVO DE PORTUGAL E A TITULO PESSOAL SERIA PARA MIM UMA EFICAZ MANEIRA DE ATENUAR NA MINHA MEMÖRIA A DOR QUE ESSE DIA REPRESENTOU PARA MIM O 24 DE NOVEMBRO DE 1967, EM QUE MORREU O MEU PRIMEIRO FILHO EM NOME AINDA DESSA TAL MORAL FASCISTA QUE ME RECUSOU TRATAMENTO QUANDO AOS SEIS MESES E MEIO DE GRAVIDEZ NAO ME A

  2. DIA 24 DE NOVEMBRO! ESPERO QUE A LUTA DOS TRABALHADORES NUMA UNIDADE EFICAZ TENHA A POTÊNCIA DE REERGUER PORTUGAL, NUM NÃO ENÉRGICO AO RETORNO A UMA ÉPOCA DE HORROR E SOFRIMENTO, EM QUE A FALSA MORAL PREVALECIA, NUMA HIPOCRISIA QUE TORNAMOS A OBSERVAR DE NOVO NAS CARAS SEM VERGONHA DOS PODEROSOS QUE NOS ESPOLIAM E DESTROEM O PORTUGAL DE ABRIL QUE TANTO AMAMOS! SERIA UMA VITÓRIA ^PARA O POVO DE PORTUGAL E A TITULO PESSOAL SERIA PARA MIM UMA EFICAZ MANEIRA DE ATENUAR NA MINHA MEMÓRIA A DOR QUE ESSE DIA REPRESENTOU PARA MIM O 24 DE NOVEMBRO DE 1967, EM QUE MORREU O MEU PRIMEIRO FILHO EM NOME AINDA DESSA TAL MORAL FASCISTA QUE ME RECUSOU TRATAMENTO QUANDO AOS SEIS MESES E MEIO DE GRAVIDEZ NÃO ME ACEITARAM EM HOSPITAIS DE LISBOA, POR NAO TER ATINGIDO AINDA OS SETE MESES DE GRAVIDEZ E PODER TRATAR-SE DE ABORTO PROVOCADO!
    NEM O MEU DESESPERO NEM AS MINHAS LÁGRIMAS SALVARAM MEU FILHO QUE MORREU VINTE MINUTOS DEPOIS DE NASCER? SEM TER CONSEGUIDO RESPIRAR APESAR DO HORROR QUE ESSES MINUTOS DURARAM COM UM BEBE A ABRIR E FECHAR A BOCA A PROCURAR O AR SALVADOR!
    ISSO ERA TAMBÉM O FASCISMO! NUM PORTUGAL ODE AFINAL O AR PURO E RESPIRÁVEL FALTAVA A QUASE TODOS NÓS!
    POR ISSO E POR QUANTO DE DESUMANO E CRUEL FOI A DITADURA SALAZARISTA-CAETANISTA:
    25 DE ABRIL SEMPRE FASCISMO NUNCA MAIS!
    Marília Gonçalves

  3. peço a todos os portugueses honestos, que venham testemunhar com casos que pessoais,que foram exemplos de como o fascismo controlava até às nossas vidas intimas!
    se hoje por silêncio e assentimento do povo permitirmos que as forças reaccionárias e mundialistas controlem o nosso viver, muito sofrimento nos espera! eles pelo poder do dinheiro conseguiram uma unidade que somente a resposta activa dos trabalhadores poderá esmagar!
    Por isso a Unidade é a nossa força!
    todos para a rua no 24 de Novembro, e se mais for preciso, mais lhes mostraremos, que nao estamos dispostos a deixar morrer o que foi e represente o 25 de ABRIL de 1974
    Todos Unidos PELOS DIREITOS CONQUISTADOS EM ABRIL DE 1974
    UNIDOS CONTRA A Mundialização e a força que o dinheiro lhe confere
    POR Portugal E SEU povo
    por UM MUNDO DE FRATERNIDADE
    UNIDADE UNIDADE UNIDADE
    Marília Gonçalves

  4. O capital nao desiste de subjugar os povos na tentativa de aprofundar as verdadeiras escravaturas ja existentes. So nos resta uma alternativa: a luta em todas as formas ao nosso alcance. O que esta camarada relata mais acima e’ um dos muitos rostos concretos que o vil e infame fascimo assumiu, causando sofrimentos indescriti’veis a tantas pessoas. Desejo ‘a camarada as maiores felicidades ainda, apesar do seu imenso sofrimento.

  5. O meu comentário baseia-se na actitude que todos nós devemos ter,que é, de transmitir ao povo português e fazê-lo entender, que toda a peiade de rapaces capitalistas, tudo joga para reduzir ao máximo os salários e reformas, assim como todas as medidas que vêm em favor dos mais desfavorecidos,para seu próprio benefício, sacrificando até à escravatura aqueles que tudo produzem.
    Tente-mos fazê-los compreender, Avante pela nossa
    capacidade de divulguar a realidade.

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