A NATO, a polícia, a Imprensa e o direito à desobediência

Com o aproximar do momento em que Lisboa será uma cidade sitiada para receber os senhores da guerra, as movimentações tornam-se mais claras.

Do lado dos contestatários, surgem as propostas mais concretas e aparecem as primeiras certezas sobre a Contra-Cimeira e a sua transmissão em Live Stream.

Do lado da organização, assiste-se ao esperado espectáculo da ameaça de violência, que evita as discussões sobre o que é a NATO e o que cá vem decidir, ao mesmo tempo que abre as portas a toda a repressão que se queira utilizar sobre todos os que não escolherem a contestação institucionalizada.

Não nos enganemos. A redução de toda a dissidência a uma horda de desordeiros desmiolados, que é aquilo que é apresentado como sendo o Black Bloc, pretende, acima de tudo, que a polícia tenha carta branca para fazer o que lhe apetecer. O fantasma dos mil black blockers mais não é do que um passo necessário para a escalada da repressão, numa jogada que irá além da mera justificação do dispêndio de 5 milhões de euros em blindados, lançando diabólicas suspeitas sobre o mais inócuo cidadão que ouse criticar a NATO.

As autoridades pretendem também que qualquer movimento social se divida, que cada estratégia de luta condene as demais, de forma a que se esvaziem mutuamente. Nove anos depois do início da sangrenta invasão do Afeganistão, nas vésperas da aprovação dum conceito estratégico extremamente imperialista – em que, por exemplo, se passa a letra de lei a possibilidade de atacar militarmente qualquer parte do globo para impor os seus interesses económicos e se abre a porta à participação dos exércitos NATO em tarefas civis em caso de convulsão social –, esquecer que os representantes da violência estarão dentro do cordão de segurança e aceitar a discussão entre os “bons” e os “maus” manifestantes é um papel que não nos cabe a nós.

A nós, cabe dar notícia dos acontecimentos, não propriamente sobre o que se passará dentro de portas, já que não teremos acesso ao interior da cimeira, mas à esperada contestação de rua, cujas acções estão previstas a partir do dia 17. Haverá um ponto de encontro anunciado aqui, no Indymedia, que dará a conhecer as acções programadas e onde cada pessoa ou colectivo pode, diariamente, apresentar novas ideias de acção.

Por aqui, tentaremos ter gente a cobrir todas as acções e contamos ainda com a boa vontade de quem nos frequenta com relatos e análises próprias. Só assim poderemos contrariar a tendência criminalizadora de toda a contestação que o Estado deseja, a imprensa empresarial potencia e a polícia aplica.

Fonte: Indymedia


Visita: http://www.pazsimnatonao.org/

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por Blogue da Emigração Publicado em Sem categoria

6 comentários a “A NATO, a polícia, a Imprensa e o direito à desobediência

  1. VIVA QUEM LUTA POR UM MUNDO FRATERNO E DE PAZ E QUE VIVA A AMIZADE ENTRE TODOS OS POVOS DO MUNDO

    a NATO é e representa a força das armas e a guerra, com seu cortejo de sofrimentos, morte, dor, aflição, pavor!!!
    Afinal o que é o terrorismo? para mim é incontestavelmente o que causa medo e terror!!!
    que pode causar maior terror, que forças bélicas apetrechadas até à arma nuclear!
    Aliás foram os USA, os únicos do Mundo a utilizar contra outros povos a arma nuclear
    por isso para mim a NATO é o TERROR e quem dela faz parte, terrorista! aqui fica pois apenas a lógica se exprime através desta triste constatação.
    e a titulo de lembrete, o próprio General de Gaulle, em França,tinha na sua política externa uma correcta posição, uma posição firme e determinada contra o pé em França por parte dos USA E QUE SE ME CONSTE O GENERAL DE GAULLE NÃO ERA TERRORISTA!
    Porque amo o ser humano e odeio o sofrimento: FORA COM A NATO!
    POR AMOR à PAZ
    US GO HOME !!!!
    Marília Gonçalves

  2. O que se lê no artigo acima aposto é a realidade, toda a acção que se desenrola não nos bastidores,mas
    por todas as formas que os nossos?- estrategas se apreçam a desencadear, obedecendo aos verdadeiros terroristas que assassinam e destroem sem a mínima
    compaixão aqueles que produzem a riqueza que eles utilizam para destruir sendo este espectáculo só para atemorizar os povos.
    Eles são os verdadeiros assassinos, são eles que tem destruído os povos, a causa, o lucro, por ele hão-de destruir-se a eles próprios.

  3. A Nato/Otan, ou como queiram chamar-lhe, é o brac,o armado do imperialismo, sem nenhuma legitimidade para existir. É um sorvedouro insaciável de capitais necessários ao combate à fome, ao subdesenvolvimento crónico de muitos países. Enfim, é o inimigo número um da paz, juntamente com as potências capitalistas à cabec,a, a quem obedece cegamente.
    PAZ SIM! NATO NAO! Todos por um mundo sem Nato e seus apaniguados!

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