Fim do ensino da língua e cultura portuguesa no estrangeiro


Medida tomada pelo XIX Governo Constitucional, com o apoio do Instituto Camões. É o fim, … em 72 países perdem os empregos 1691 docentes e 155 000 jovens e crianças portuguesas e luso-descendentes a possibilidade de estudar a sua língua e cultura materna.
A menos de um mês do final do primeiro semestre de aulas, – a 29 de Novembro – 20 docentes na suíça dos cursos de língua e cultura portuguesa no estrangeiro receberam uma comunicação – primeiro por telefone e posteriormente por via electrónica – que a 31 de Dezembro 2011 cessariam as suas funções. A indignação instalou-se na comunidade portuguesa.
Talvez numa tentativa de analisar a situação, o assessor do Sr. Secretario de estado José Cesário, foi recebido nas instalações do Consulado Geral de Portugal em Zurique pela Sra. Cônsul, no passado Domingo dia 10 de Dezembro. Um encontro organizado num secretismo quase perfeito pela célula do partido no governo em Zurique.
Quando terminada a visita, foram surpreendidos por quase duas centenas de cidadãos portugueses a residir nesta cidade. Foi o “repicar dos sinos” por via de SMS, que se deslocaram ao consulado, com a intenção de obter respostas as suas perguntas.
Nem a representante da república portuguesa em Zurique, – que abandonou as instalações no meio do diálogo, nem o representante do ministério o Sr. José Governo, “tiveram qualquer resposta para o despedimento de vinte professores, nem como e quando retomariam as aulas para os mais de 2000 alunos, quem se responsabilizava pelo certificado de avaliação a ser entregue ao professor da escola suíça no final de Janeiro”.
O secretismo da visita do Sr. Governo e a sua afirmação quase contínua de que “estamos aqui para vos ouvir” fez subir o termómetro da indignação, dos que se sentiam humilhados pelo governo português, ao negar o ensino da sua língua e cultura a mais de 2000 jovens e crianças portuguesas e luso-descendentes na Suíça, mas também “pela forma desorganizada, arrogante que tinham sido tratados pelos representastes do estado português”.
Neste mesmo dia pela manhã, numa escola na zona sul da cidade, três dezenas de encarregados de educação foram proibidos pela responsável da coordenação nacional do ensino a senhora Góis, de entrarem na sala onde se realizaria uma suposta reunião com comissões de pais da zona consular de Zurique.
Segundo um representante de uma comissão de pais da cidade de Zurique, assistiram a momentos de “confusão, desorganização, incompetência e arrogância”. Metade das comissões ali representadas, não foram convocadas. Souberam deste encontro por ângulos e travessas, para ouvir a representante do Instituto Camões a dizer “não tenho culpa, não sei nada”.
O XIX Governo Constitucional, com o apoio do Instituto Camões, quer acabar com o ensino de língua e cultura em 72 países, com o emprego de 1.691 docentes do ensino superior, secundário, básico, pré-escolar, frequentado actualmente por 155 000 alunos.

Domingos Pereira – Zurique – 11.12.11

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por Blogue da Emigração Publicado em Sem categoria

12 comentários a “Fim do ensino da língua e cultura portuguesa no estrangeiro

  1. A minha Pátria é a língua Portuguesa
    (Fernando Pessoa)

    Apertei as mãos, testei os ouvidos, belisquei o corpo: sim estava ali e ouvia bem.
    Incrédulo continuava a não querer acreditar nesta notícia.
    Depois pensei nos votos que as comunidades na diáspora desperdiçaram…
    E veio ao meu pensamento a frase que Fernando Pessoa escreveu: A minha pátria é a língua portuguesa. Desgraçadamente o desnorte que leva este país não nos poderá levar ao caminho por onde deveríamos ir.
    Este roubo do ensino do português cavará ainda mais o fosso e encurtará a distância para implementar as regras impostas pela Alemanha e a França. Sim isto é um atentado a todos os que na diáspora não querem cortar os laços com a mãe Pátria. Mas não irão conseguir: a nossa Pátria é a língua portuguesa.

  2. Já nos idos anos 80 a arrogância ridícula de enviados da “inteligência central” expressava coisas como a que estamos a assistir, tudo em nome de uma “falsa” poupança.
    O EPE começou com o associativismo e consolidou-se com trabalho institucional e dedicação pessoal de muitos, ao longo de décadas. Assistimos agora a tempos de destruição por gente que, certamente, não mede (?) consequências estratégicas, culturais, económicas, mas também financeira, única obsessão dos poderes vigentes.
    As comunidades locais têm instrumentos para contrariar toda esta asneirada. A atenção de todos para o problema é necessária.
    Nuno Barrela

  3. Dos emigrantes Portugueses apenas querem as remessas, em Dollars, Francos Suiços ou Euros! Que vergonha e descaramento! Só de doidos! Só falta tirarem-nos a camisa!

    Boas Festas a todos! Um abraço.

    Leonisa-Luxemburgo.

  4. O que causa maior indignação é esta medida ter sido tomada pelos
    patrioteiros filhos da pata que os amassou em má hora e que o Instituto Camões tenha alinhado com ÊLES.Afinal e apropósito do célebre e inimitável poeta Luiz de Camões,para quem ainda não sabe êle era filho de um fidalgo galego e apesar de ter combatido por Portugal e de ter declamado os Lusíadas diante do jovem e estouvado Rei D.Sebastião,Camões viveu os seus últimos anos de vida na pobreza e morreu quando a Pátria portuguesa caíu sob a pata dos Filipes e ao morrer Camões exclamou:-Ao menos morro com a Pátria.

  5. que burrice, nem do ponto de vista financeiro é uma medida com pés e cabeça.

    Qual é o valor “financeiro” da língua portuguesa????

    Será que estamos assim tão mal para recorrermos a medidas destas? Não creio. Vamos lá cortar em “tachos” para acomodar o ensino da língua no estrangeiro.

  6. Meus amigos nada me admira já! nunca pensei que pudessemos descer tão baixo. Como é possivel esquecermos a nossa história a riqueza da nossa língua, o orgulho de sermos portugueses pequenos mas grandes na nossa cultura histórica. Como a ganância transforma as mentalidades!

  7. Ola a todos os portuguses ,,,,,isto é de loucos , vimos na televisao os deputados a dizer que os emigrantes devem ensinar os filhos a lingua materna , mas pelos vistos é so fantuchada para ludir os emigrantes e agora ,,,,so tinhamos uma vez por semana escola portuguesa nos pagamos todos os matriais escolares que nem isso o estado paga e agora tiram-nos a escola,é de loucos não é.
    (Claudio Santos…Suiça ,Frauenfeld

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